domingo, 15 de novembro de 2009

Como as estações, pessoas mudam.
Como os prazeres proporcionados pelas estações, pessoas pensam que não irão esquecer para sempre. Como a beleza das estações,

pessoas pensam que tudo é lindo.
Mas há pessoas que sabem que as estações são, meramente, efemeridade e que tudo que foi feito de especial em cada uma delas ficará retido e esquecido, até que esta volte;

esses buscam as estações como refúgio para escreverem, sempre,

um diferente final para a velha história.


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Obrigada.


Eu fico grata por pessoas fazerem reuniões em família.
Eu fico grata por amigos ainda confiarem.
Eu fico grata pelos que persistem.
Eu fico grata por quem faria tudo OUTRA VEZ.
Eu fico grata pelas cartas escritas, enviadas... ou não.
Eu fico grata por quem lembra a importância do outro.
Eu fico grata pela emoção de uma decisão tomada.
Eu fico grata por quem acha um minuto, e nele diz tudo.
Eu fico grata por aqueles que pensam que tudo o que somos é tudo o que é certo
Eu fico grata pelas pessoas que reconhecem sorrisos.
Eu fico grata por alguns não fazerem questão de agradar, e continuarem estranhos.
Eu fico grata pelas frases lindas e declarações que são ditas.
Eu fico grata por vocês que têm medo, e admitem.
Eu fico grata por pessoas, finalmente, voltarem pra casa.
Eu fico grata por quem olha pra dentro de si e, inevitavelmente, sabe o que acontece.
Eu fico grata pelas mãos que são seguradas.
Eu fico grata por quem admite que se tornou o que não devia ser.
Eu fico grata por aqueles que apelam, mas continuam sinceros.
Eu fico grata por aqueles que param e dizem: "Eu sei o que eu quero agora!"
Eu fico grata pela coragem.
Eu fico grata pelo perdão.
Eu fico grata pela sensatez.
Eu fico grata por vocês que se arriscam, se ferram, levam a culpa, e ainda assim "tá tudo bem".
Eu fico grata, principalmente, por vocês que amam, e que fazem jus a isso.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Transmutação


Como diria Clarice: O mundo só se dá para os simples.

Eu sinto medo disso, pois eu tenho tanta ganância, tanta ambição, tanta sede, que acho que escondem a minha bondade, a minha súplica, o meu jardim. Mas transparecem minha agressão, os meus desejos obscuros. Juro pra mim que isso não é bom (ou será?), que vai transformar a minha vida.

Sei que vai, e (agora) me orgulho! Essa é a minha natureza, não posso negar. Tenho sim, anseios, ganância, exigências, mas todas são para comigo. Para eu tentar me encaixar, sem decepcionar e ferir ninguém ao meu redor.

Presumo que você é, ou tenta ser, o que queria que os outros fossem. Porque isso acontece de vez em quando comigo. Para as pessoas, a minha natureza se mostra doce, com amor. Eu quero o melhor tanto pra mim quanto pra elas, mas para isso ajo de modo diferente com cada qual, porque a simplicidade vem do interior (as pessoas precisam ter a certeza e confiança em si para serem mais claras, acredito). Ansiar algo de bom para todos. Cobrar de você para ser cada vez melhor e deixar que cada um faça igual, e se cobre.

E não é porque você é ganancioso, guloso, exigente e orgulhoso, que não poderá ser simples.

O mundo só se dá para os simples sim! Mas a simplicidade transmuta dentro de você, de acordo com o momento, a pessoa, do contrário, não é sincera.

“SIMPLES” é abrangente, nem sempre tem a ver com simplificar e nem sempre é o oposto de complicado, não se engane.

"O problema é que quero muitas
coisas simples,
então pareço exigente" (Fernanda Young)

domingo, 20 de setembro de 2009

Nossas letras


Não tô com vontade de escrever hoje.
Que fique claro,
essas letras serão em vão.
Não há nada nelas de proveitoso por hoje,
elas saem sem pedir licença,
quando entram nos meus pensamentos nem se quer agradecem.
Por culpa dessas letras eu não consigo escrever, exatamente, o que quero.
Elas me diminuem, por serem tão perfeitas;
E me deixam menos humilde, por às vezes serem tão fúteis. Quanta diferença fazem. Vejam, por culpa delas
o texto saiu, e eu nem tô com vontade. Isso eu nem programei, sabe porque?
É nauseante ter que ler sempre a mesma coisa!
Usemos as letras para coisas novas,
e não para descrições supérfluas e plagiamento de grandes escritores.
Tentem coisas diferentes!



OBS: Esse texto é porque estou cansada de ler sempre a mesma coisa,

as pessoas têm criatividade, mas o que tá acontecendo?